Deslumbrado Classe Média de Sobrenome Italiano

marlonbrando Grande parte da Classe Média brasileira tem sobrenome italiano.

Logicamente, existem pessoas de classe média que possuem outras origens também, mas o descendente de imigrante italiano é, por excelência, o médio-classista brasileiro padrão.

Dizer a todo mundo que você tem ascendência italiana vai fazê-lo ser respeitado . Isso porque ninguém dá moral pra quem é nascido de uma família tipicamente brasileira. Não é nada chique, não causa impacto nem tampouco sensação. Afinal, você odeia o nosso país, lembre-se disso.

Além do mais, o país deles é muito melhor que o nosso. Se alguém perguntar POR QUE eles vieram viver no Brasil, mude de assunto, afinal, o foco da conversa não é este.

Com um sobrenome italiano, você pode também encher a boca pra falar que BRASILEIRO é POBRE porque é PREGUIÇOSO. Os italianos, ao contrário,  conseguiram prosperar porque “trabalharam muito”. E quem ousar dizer que os ítalo-descendentes, hoje em dia, estão bem somente graças ao Governo Brasileiro, graças à doação de terras que esse mesmo governo fez para eles ( ou melhor, a seus ancestrais imigrantes), por causa do fomento à organização em enclaves não passa de um invejoso.    Também torça o nariz se alguém questionar a ética e sugerir práticas ilícitas na acumulação de patrimônio. Dorzinha de cotovelo é dureza! 

Portanto, se você quer fazer parte desta seleta classe, inclua na sua assinatura algo como Rondelli, Lasanha, Risole,Calzone e afins.

  Esta é a dica de hoje, com a bênção do Patrigno. Porca miséria!

Texto original: classemediawayoflife (adaptado)

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Os Nordestinos da Europa

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Família de imigrantes italianos – Clique na foto para visualizá-la melhor.

Como os racistas do Sul/Sudeste não perdem a chance de exibir a própria burrice/ignorância, cada vez que abro o jornal e vejo suas manifestações de racismo não sei se devo rir ou chorar com o fato de que ELES NÃO ESTUDARAM HISTÓRIA.

Vejam bem: Durante império, as maiores e mais belas cidades do Brasil ficavam nas regiões Norte/Nordeste.  O resto do país era quase desabitado e servia somente como fornecedor de jagunços [contratados para caçar indígenas e escravos fugitivos.]

Imigração italiana no B rasil

Imigrantes italianos em São Paulo – Clique na foto para visualizá-la melhor.

(…) O Sul/Sudeste foi povoado com emigrantes pobres vindos da Europa, ou seja,

Os antepassados desses descendentes NÃO tinham sangue azul, não pertenciam a nenhuma elite ou nobreza.

Os avós daqueles que, hoje em dia, nutrem todo esse “desprezo” por nordestino, eram os “nordestinos” da Europa : camponeses pés descalços, sem terra e cheios de filhos, gente sem eira nem beira, excedente populacional considerado indesejável pelas elites européias.

Família alemã na colônia Nova Europa, em Ibitinga

Família alemã na colônia Nova Europa, em Ibitinga

Esses imigrantes cá chegaram, mas só foram bem recebidos porque a elite brasileira (branca, racista e escravocrata) queria branquear a população a qualquer custo – mesmo que para isso, fosse necessário trazer para o Brasil, a escória populacional da Europa.

(…) A ação da OAB é louvável. Mas a imprensa poderia começar a ensinar História para estes racistinhas mal informados.

Artigo de Fábio Ribeiro (adaptado por Povo Deslumbrado)

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Nota:  Para os ingênuos, bitolados  e presunçosos

que, com peito estufado de empáfia, responderão a este artigo

dizendo que seus ancestrais eram sim, paupérrimos, desdentados, tinham famílias numerosas e semi-analfabetas;

mas mesmo assim, conseguiram (ao contrário do resto dos brasileiros)

 se “dar bem”, prosperar e, alguns até, enriquecer .

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Bem,

Para esses e outros que nada aprenderam nos banquinhos da escola,

sugerimos que procurem saber de que forma a tal “prosperidade” e a “riqueza” desses

imigrantes  foi realmente adquirida aqui no Brasil.

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POVO DESLUMBRADO

Psicologia – Nível Intelectual e Preconceito

racismo e burrice

Quanto menos instruído ou menos intelectualizado é um indivíduo, mais intolerante, racista e preconceituoso ele tende a ser.

Há muito tempo se sabe, por exemplo, que os membros, sequazes e admiradores dos partidos radicais de tipo nazista, foram e são facilmente recrutados, justamente entre pessoas de nível cultural baixo ou muito baixo.

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E’ importante salientar que nível intelectual instrução nem sempre caminham juntos.  Nem toda pessoa bem instruída possui um nível intelectual/cultural alto.

FONTE: A Natureza dos Preconceitos – Gordon W. Allport

Trabalhar no Exterior

programadorHá quem pense que as coisas vão mal, mas são transitórias, porque de uma crise, cedo ou tarde se sai.

Acontece porém que, em certos países, o mal, de passageiro e transitório tem muito pouco.

 O caso da Itália

Não é de hoje, e nem é por causa da crise,  que os italianos disputam cargos em muitos setores onde há muitos  imigrantes com ou sem grandes qualificações profissionais, trabalhando. 

E aqueles (italianos) que não emigraram, simplesmente optaram por atravessar duas vezes ao dia (para ir e vir do trabalho) a fronteira dos países vizinhos que pagam mais e têm uma economia mais sólida e menos “frágil” que a deles.

As dificuldades  pelas quais a Itália passa, são de longa data, e o problema dos baixos salários comparados à média européia, somado à questão  do desemprego 
inclusive em áreas de escassa ou nenhuma qualificação profissional, sempre foi motivo de debates e críticas.
Na verdade, décadas antes da crise de 2008, a Itália – junto à Portugal e Espanha – já formava o trio corrupto e problemático da Europa Ocidental.

que há de “diferente” em relação ao passado, é que além do número de desempregados ser muito maior, a população tem de competir entre si e também com os imigrantes que já vivem no país.

Daí a xenofobia e o racismo que também não são uma novidade, mas são problemas que se agravam nas situações de caos econômico, porque encontram terreno fértil na competição, na luta pela supremacia e na falsa idéia de superioridade.

De um modo geral e bem simplista, pode-se dizer que não é à toa que em todas as manisfestações de racismo, o indivíduo busca inferiorizar/desmerecer as qualidades de um determinado grupo/povo/etnia porque  para ele, tal grupo representa uma ameaça, um “perigo” em algum aspecto.  

No caso em questão, parte da sociedade vê o imigrante como “perigoso”, porque é ele quem “rouba” dos nativos, os empregos, a segurança, os leitos nos hospitais, as vagas nas escolas, etc.

 Esse tipo de discurso que fomenta ódio racial, já usado no passado pelos nazistas, hoje vem sendo amplamente reutilizado  por partidos de direita e neo-nazistas, muitas vezes com o respaldo e a ajuda de alguns meios de comunicação.

Turismo de Deslumbrado

A mocinha passou 20 dias na Itália…e voltou encantada…

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…por isso, fica tiririca quando ouve algumas pessoas falando do país e os aconselha a fazer as malas e a se danar em vez de ficar “apontando os defeitos do lugar” (para ela, ser objetivo significa apontar defeito)

Ela se acha a tal, colocando-se na posição de quem analisa tudo do alto. Mas como ela, e com os argumentos que ela usa, existem muitos outros, circulando pelo mundo afora. E você os reconhece pelo discurso calhorda que eles fazem quando afirmam não ter pretensões de sair do Brasil, que preferem lá permanecer, e lutar para melhorá-lo (o que seria até louvável, SE FOSSE VERDADE ).

Todo esse tititi empolado, no entanto, serve somente para camuflar uma coisa: É só uma questão de tempo, pois

Quem é assim tão apaixonado pelo país alheio, dificilmente permanece no próprio.

São os que ainda não deram no pé, porque não encontraram nem meios, nem ninguém que os amparasse lá fora (coisa que aliás, explica toda a bajulação e todo o esforço que eles fazem pra ganhar simpatia de gringo e cair em suas graças .

E aí, quando e se acontecer, eu adoraria ouvi-los dizer não. Quero também, vê-los continuar “se sentindo bem-vindos” ao perceberem que embora certos povos possam ser muito simpáticos com um turista, isso não significa que aceitem de bom grado, quem chega de fora para ficar.

E para concluir: Quem de nós, viajando, nunca cruzou com essas figuras que, na escola, passaram a vida detestando História ( e que no Brasil, muito provavelmente até ajudam a depredar o que resta de monumento nosso) mas quando pisam em países como a Itália…parecem acometidas de uma reverência quase religiosa. Enquanto caminham extasiadas e compenetradas, fazem vez por outra carinha de falso-intelectualóide, fingindo interesse por tudo – até pelas coisas mais banais – muitas vezes, somente pelo fato de que essas mesmas banalidades… são estrangeiras.

Eu não os suporto!

 

Barraco no Senado

Barraco no Senado, e Parlamentares que, NA CARA DE PAU, votam no lugar dos colegas ausentes. E’ assim que se aprovam as leis deste país e se “conduzem os destinos da nação”.

Detalhe:

 Alguém foi punido ou perdeu o mandato?

NÃO

E a sociedade civil, apesar de furiosa, se mobilizou de algum modo para demonstrar seu repúdio?

também NÃO.

…E nós que pensávamos que conformismo, resignação fosse coisa de eleitor alienado ou analfabeto.

As Escolas Italianas

As escolas italianas NÃO abriram com chave de ouro o ano letivo.
 Faltam carteiras, professores e papel higiênico. E os banheiros ficam fechados, pois além de não haver zeladores para limpá-los, também nao há verbas para contratá-los.  

FONTE : Corriere della Sera: Aule senza sedie

NO COMMENT

A quem vier a tentação de pensar que em terras tupiniquins, as coisas são iguais, ou piores, quero somente lembrar que o Brasil  pelo menos tem uma desculpa e uma justificativa:  O Brasil NÃO é uma nação de Primeiro Mundo – e não sendo, dele não podemos mesmo esperar grandes coisas. Preciso dizer algo mais?

Chique é Ser Europeu – Coisas de Primeiro Mundo

Vo acha que a televisão retrata uma sociedade?

Exibe o  que vê na sociedade?

Ou a sociedade é reflexo daquilo que vê na tv?

DETALHE IMPORTANTE

Mesmo sabendo que muito do que vemos nesse vídeo

é armação e puro “teatrinho” (muito mal recitado por sinal),

…ainda assim, deveríamos nos perguntar

que tipo de “potico” é esse

que aceita ser pago pra fazer papel de palhaço e barraqueiro

num futissimo programa de auditório.

Sim, porque esses dois “senhores de bem” que  esbravejam e se engalfinham,

fazem parte da elite e do cenário potico italiano.

 ...Nada se compara à arte de conduzir a própria vida

com “dignidade, elegância, fidalguia e modos aristocráticos”, não é mesmo?

 Chique é ser europeu.

Maracutaia Made in Italy

corrupçao
Na Itália, fraude e corrupção são coisas profundamente arraigadas na administração pública, na sociedade civil e no setor privado.
E’ o que diz o Council of Europe – órgão responsável pelo monitoramento e avaliação dos níveis de corrupção de seus países-membro.
No ano passado, coube ao Transparency International, dar nota 4.8 à Itália (numa escala de 0 a 10), comparando-a, nesse aspecto, a países do Terceiro-Mundo.     Dinamarca, Suécia, e Finlândia foram classificados respectivamente, como os menos corruptos no ranking mundial.

Em terras italianas, virou coisa normal e corriqueira o pagamento de propinas na hora de obter uma licença, um atestado,  fechar um contrato, e até comprar diploma universitário para exercer ilegal e indevidamente uma profissão.

Isso tudo, é claro, para não falarmos dos esquemas e maracutaias que rolam soltas no milionário mundo do futebol e

de outras coisinhas, mais ou menos, sórdidas….

De qualquer modo, a entidade convida as autoridades italianas a tomar sérias providências (além de vergonha na cara, obviamente).

FONTE: Council of Europe 

Política e ódio racial

Cartaz do partido político italiano Lega Nord “explicando” à população
QUEM sai perdendo
com a presença de tantos estrangeiros no país.
vivernoexterior
” Pelo direito à Educaçao, à Saúde,

ao Emprego e à Moradia. Adivinha quem é o último ? “

A Onda de Burrice e Selvageria que Assola o País

racismo e burriceSudestinos Ignorantes em Ação
Fábio de Oliveira Ribeiro
O racismo é um grave problema no Brasil, mas a tolerância policial ao racismo em São Paulo é criminosa.

É essencial ler com atenção e meditar com calma sobre os comentários ofensivos postados no Twitter por jovens brancos e bem nascidos que rejeitam a presença de outros (pobres, baianos, favelados, negros e pardos) nos Shoppings. 

Em razão do teor ofensivo e violento dos comentários, percebe-se que seus autores acreditam tanto na própria superioridade quanto na inferioridade social, racial, intelectual, regional ou econômica dos outros, cuja simples presença no Shopping é rejeitada.

Estes jovens brancos bem nascidos não querem coexistir com os outros no mesmo ambiente.  O DESEJO NEURÓTICO de limpeza sócio-econômica e racial manifestado pelos comentaristas é evidente e assemelha-se àquele que estimulava os sul-africanos brancos racistas a preservar a separação racial na África do Sul. No limite, quando ganha importância política e contornos totalitários esta patologia produz massacres, pois quem primeiro rejeita a convivência com os outros e impede-os de circular em determinados ambientes, está a um passo de exigir sua eliminação física. 

Após estudar profundamente o fenômeno, Jacques Sémelin (Purificar e Destruir, Difel, 2009) afirma que o genocídio praticado na Alemanha (contra os judeus), em Ruanda (contra os tutsis) e na Sérvia (contra kosovares e croatas) foram fomentados com discursos incendiários feitos pelos líderes políticos daqueles países (Hitler, Habyarimana e Milosevic).  Mas em todos os casos o discurso sacrificial só conseguiu alcançar seu propósito porque a  propaganda criou um ambiente emocional confortável para que o respeitável público aceitasse a intolerância e praticasse violências. 

Um pouco mais adiante o estudioso francês explica que: 

O princípio básico é sempre o mesmo: fabricar emoção, suscitar o medo, a desconfiança, o ressentimento e assim provocar como reação, a vigilância, o orgulho, a vingança. Um aparelho de propaganda é, antes de tudo, uma máquina de fabricar emoção pública, a exemplo dos líderes, a quem ela reveza e amplifica o que dizem. É trabalhando com a emoção que ela almeja alcançar a adesão do público: ‘Não tem escolha’, é o que ela diz. ‘Temos, todos, que nos defender dessa gente. É uma questão de identidade: nossa sobrevivência está em jogo.’ E é por onde a propaganda ataca o pensamento: ‘Diante da ameaça comum, devemos nos mostrar mais fortes e afirmar o poder da nossa identidade.’ A propaganda procura impor a todos uma interpretação do mundo, apresentada como ‘vital’, a partir do grupo a que ela pertence. Dessa forma, o envolvimento emocional do público, rapidamente, se estende ao envolvimento ideológico.

Sem saber como tratar os rolezinhos, parte da imprensa brasileira reagiu com a mesma irracionalidade e a rejeição que devota ao MST e a outros movimentos sociais que os  barões da mídia consideram indesejáveis .

A repressão policial se intensificou, inclusive com a realização de disparos de armas de fogo (usando balas de borracha) e a explosão de bombas de gás num Shopping. “Queremos mais repressão policial”, “estamos nos sentindo inseguros” , “esta baderna é inadmissível e tem que acabar” vociferaram lojistas e clientes dos Shoppings nas entrevistas que deram aos telejornais. E a onda de ódio discretamente alimentada pela imprensa agora cresce na internet, onde as ofensas racistas são mais diretas e as exigências de limpeza (social, regional e racial) dos Shoppings e a prática de violência contra os outros não são mediadas pelo temor reverencial despertado pelas câmeras de TV. 

O ambiente de ódio e racismo em São Paulo não é novidade. O caso Mayara Petruso (jovem condenada por postar ofensas racistas no Twitter após a derrota de José Serra nas eleições presidenciais) ocorreu há bem pouco tempo. Semanas atrás, um garoto negro, pobre e gay foi brutalmente assassinado e a Polícia estranhamente registrou o caso como suicídio. Se um garoto branco bem nascido fosse encontrado morto com os mesmos ferimentos e mutilações que Kaique Augusto Batista dos Santos, o caso teria sido registrado como suicídio? Duvido muito.

O que assusta mais nestes jovens é a absoluta certeza de impunidade. Eles absorveram o discurso elaborado pela imprensa e o reproduziram com uma intensidade virulenta que chega a ser criminosa.

É impossível, todavia, que eles desconheçam os riscos que estão correndo ao postar estas mensagens racistas no Twitter, pois o processo e condenação de Mayara Petruso teve ampla divulgação na mesma internet que eles usam com frequência. 

Outra coisa que assusta nestes jovens brancos e bem nascidos é a absoluta falta de conhecimento de História. Eles ofendem  baianos como se Salvador não tivesse sido a primeira cidade a ser construída na Colônia a mando de D. João III, como se na Bahia não tivesse se forjado a nacionalidade brasileira durante a guerra contra os holandeses. Parecem não ter aprendido nas suas requintadas escolas privadas que durante dois séculos São Paulo foi uma capitania deficitária em que se falava predominantemente tupi-guarani. Após a proclamação da independência, São Paulo continuou sendo apenas uma província irrelevante com sua capital despovoada (que mal poderia ser chamada de cidade quando comparada a Recife, Salvador e Rio de Janeiro). 

De fato, para mim é evidente que estes garotos  desconhecem ou rejeitam a própria história familiar. Muitos deles são provavelmente descendentes de europeus pobres que chegaram ao Brasil  a partir da segunda metade do século XIX. Mas agora os rebentos dos imigrantes rejeitam o país que acolheu seus ancestrais miseráveis. Eles são netos, bisnetos e tataranetos de camponeses descalços e mesmo assim acreditam  ter sangue azul e, por consequência, direito exclusivo de frequentar os Shoppings. Pelo teor dos comentários percebe-se a crença deles na própria superioridade tanto quanto na inferioridade dos outros brasileiros (muitos dos quais pertencem a famílias modestas que com  suor construíram e constróem este país-continente há vários séculos). 

Os outros, cuja presença é virulenta e criminosamente rejeitada nos Shoppings, poderiam com muito mais justiça se dizer mais brasileiros do que os autores destes comentários ofensivos. E, no entanto, os rolezeiros não fizeram e não fazem comentários racistas ou excludentes na internet. Eles querem apenas passear e se divertir onde os comentaristas brancos e bem nascidos fazem compras. Em nenhum momento vimos comentários de jovens negros, pardos, favelados e baianos exigindo que seus inimigos declarados fossem expulsos dos Shoppings.

Este exemplo de generosidade racial e social dado pelos outros, que constituem a maioria esmagadora da população brasileira e paulista, é a única coisa que me deixa comovido nesta história. Enquanto os outros continuarem a rejeitar o péssimo exemplo dado pelos jovens bem nascidos, o Brasil tem um futuro possível para todos os brasileiros. Caso contrário, a minoria racista levará a pior, pois em conflitos deste tipo a força dos números é quase sempre absoluta e decisiva.

Texto de Fábio de Oliveira Ribeiro (Jus Navigandi)