Trabalhar no Exterior

programadorHá quem pense que as coisas vão mal, mas são transitórias, porque de uma crise, cedo ou tarde se sai.

Acontece porém que, em certos países, o mal, de passageiro e transitório tem muito pouco.

 O caso da Itália

Não é de hoje, e nem é por causa da crise,  que os italianos disputam cargos em muitos setores onde há muitos  imigrantes com ou sem grandes qualificações profissionais, trabalhando. 

E aqueles (italianos) que não emigraram, simplesmente optaram por atravessar duas vezes ao dia (para ir e vir do trabalho) a fronteira dos países vizinhos que pagam mais e têm uma economia mais sólida e menos “frágil” que a deles.

As dificuldades  pelas quais a Itália passa, são de longa data, e o problema dos baixos salários comparados à média européia, somado à questão  do desemprego 
inclusive em áreas de escassa ou nenhuma qualificação profissional, sempre foi motivo de debates e críticas.
Na verdade, décadas antes da crise de 2008, a Itália – junto à Portugal e Espanha – já formava o trio corrupto e problemático da Europa Ocidental.

que há de “diferente” em relação ao passado, é que além do número de desempregados ser muito maior, a população tem de competir entre si e também com os imigrantes que já vivem no país.

Daí a xenofobia e o racismo que também não são uma novidade, mas são problemas que se agravam nas situações de caos econômico, porque encontram terreno fértil na competição, na luta pela supremacia e na falsa idéia de superioridade.

De um modo geral e bem simplista, pode-se dizer que não é à toa que em todas as manisfestações de racismo, o indivíduo busca inferiorizar/desmerecer as qualidades de um determinado grupo/povo/etnia porque  para ele, tal grupo representa uma ameaça, um “perigo” em algum aspecto.  

No caso em questão, parte da sociedade vê o imigrante como “perigoso”, porque é ele quem “rouba” dos nativos, os empregos, a segurança, os leitos nos hospitais, as vagas nas escolas, etc.

 Esse tipo de discurso que fomenta ódio racial, já usado no passado pelos nazistas, hoje vem sendo amplamente reutilizado  por partidos de direita e neo-nazistas, muitas vezes com o respaldo e a ajuda de alguns meios de comunicação.

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